O que acontecerá com os talk-shows com o fim do “The Oprah Winfrey Show”? Quem será a próxima Oprah? Será o fim dos tempos televisivos? O que ela fará depois de se aposentar?Desde a última sexta-feira (20), com o anúncio de que deixará de apresentar seu programa diário em setembro de 2011, quando ele completa vinte e cinco temporadas, Oprah Winfrey, de 55 anos, maior celebridade da
televisão nos Estados Unidos, virou assunto majoritário nos jornais que não cansam de especular sobre o que vira após a “Era Oprah”. Foi a própria apresentadora quem abriu ao público, diante das câmeras, sua decisão, imediatamente replicada para os mais de 140 países que reproduzem seu conteúdo (aqui no Brasil ele passa no canal pago GNT). “Eu amo este programa. Ele tem sido a minha vida e eu o amo o suficiente para saber que chegou o momento de dizer adeus”, disse ela sobre a decisão em tom emocionado.
Dona da maior audiência diária da TV, ela se notabilizou por comandar uma atração que, ano após ano, foi tocando em tabus da sociedade americana e tratando de histórias que, até então, só eram contadas de maneira sensacionalista. O “fator Oprah” mudou o tratamento dos assuntos dando uma visão feminina ao que quer que fosse abordado. Gravidez na adolescência, crise no casamento, pessoas que escaparam da morte, o dia-a-dia em uma clínica para viciados em sexo... Os mais variados temas, sempre encabeçados por um drama pessoal, já desfilaram com personagens de carne e osso por seu sofá. É lá, diante de uma mini-platéia e voltada para as câmeras, que ela conversa com especialistas e instiga as pessoas a darem a sua opinião.
A consistência desse trabalho tornou Oprah a grande “guru” não só das mulheres, mas de todo um público que assiste à TV. Como resultado dessa imensa popularidade, ela ganhou uma fortuna estimada em 2,7 bilhões de dólares (de acordo com a revista “Forbes”), um inabalável prestígio e o poder de influenciar a opinião das pessoas em áreas que vão desde o relacionamento amoroso até as questões políticas.
“Eu vi na Oprah” se tornou um verdadeiro bordão nesses anos de programa. O “The Oprah Winfrey Show” delimitou o que hoje conhecemos como “talk-show”, gerando cópias em todo o mundo. Que o diga Márcia Goldschmidt, uma das que tentou, de longe, ir pelo mesmo caminho. Enquanto por aqui esse tipo de programa é voltado para um espectador mais simples, focando em histórias que apelem para conflitos como a infidelidade ou a falta de dinheiro de quem participa, nos Estados Unidos até as celebridades faziam fila para se sentar ao lado de Oprah e contar segredos. Quem não se lembra de Tom Cruise pulando em cima do sofá da apresentadora para dizer que estava apaixonado por Katie Holmes logo que o casal começou a circular junto?
Ao encerrar sua atração diária após vinte e cinco anos, ela pretende se dedicar ao seu próprio canal de televisão – que, como tudo que cria, leva seu nome. O Oprah Winfrey Network deve estrear em 2012, numa parceria com o Discovery Channel.
Dona da maior audiência diária da TV, ela se notabilizou por comandar uma atração que, ano após ano, foi tocando em tabus da sociedade americana e tratando de histórias que, até então, só eram contadas de maneira sensacionalista. O “fator Oprah” mudou o tratamento dos assuntos dando uma visão feminina ao que quer que fosse abordado. Gravidez na adolescência, crise no casamento, pessoas que escaparam da morte, o dia-a-dia em uma clínica para viciados em sexo... Os mais variados temas, sempre encabeçados por um drama pessoal, já desfilaram com personagens de carne e osso por seu sofá. É lá, diante de uma mini-platéia e voltada para as câmeras, que ela conversa com especialistas e instiga as pessoas a darem a sua opinião.
A consistência desse trabalho tornou Oprah a grande “guru” não só das mulheres, mas de todo um público que assiste à TV. Como resultado dessa imensa popularidade, ela ganhou uma fortuna estimada em 2,7 bilhões de dólares (de acordo com a revista “Forbes”), um inabalável prestígio e o poder de influenciar a opinião das pessoas em áreas que vão desde o relacionamento amoroso até as questões políticas.
“Eu vi na Oprah” se tornou um verdadeiro bordão nesses anos de programa. O “The Oprah Winfrey Show” delimitou o que hoje conhecemos como “talk-show”, gerando cópias em todo o mundo. Que o diga Márcia Goldschmidt, uma das que tentou, de longe, ir pelo mesmo caminho. Enquanto por aqui esse tipo de programa é voltado para um espectador mais simples, focando em histórias que apelem para conflitos como a infidelidade ou a falta de dinheiro de quem participa, nos Estados Unidos até as celebridades faziam fila para se sentar ao lado de Oprah e contar segredos. Quem não se lembra de Tom Cruise pulando em cima do sofá da apresentadora para dizer que estava apaixonado por Katie Holmes logo que o casal começou a circular junto?
Ao encerrar sua atração diária após vinte e cinco anos, ela pretende se dedicar ao seu próprio canal de televisão – que, como tudo que cria, leva seu nome. O Oprah Winfrey Network deve estrear em 2012, numa parceria com o Discovery Channel.
Ambientado em Chicago, na Harpo estúdios, a atração diária de Oprah mudou também u
m pouco da cara dessa cidade americana. Em 1985, quando tudo começou, o programa era feito em um bairro tomado por usuários de drogas e desvalorizado por prédios mal cuidados e de baixo padrão. Era apenas um endereço barato. Hoje, ao contrário, é quase um ponto turístico, repleto de restaurantes e condomínios elegantes. “Mesmo quando ela não estava gravando o programa víamos pessoas circulando de táxi, tirando fotos da fachada”, disse o dono de um dos restaurantes que fica numa das ruas próximas, em entrevista às agências de notícias que agora buscam informações no local. Prova de que o “fator Oprah” nunca foi uma questão meramente virtual. Livros, artistas, ideias e até turistas eram orientados por sua presença. Difícil imaginar que exista espaço para outra comunicadora como esta surgir - principalmente em meio ao turbilhão da internet, que esfacela os veículos de informações, e de uma safra de artistas cada vez mais pasteurizados. Você não acha?
m pouco da cara dessa cidade americana. Em 1985, quando tudo começou, o programa era feito em um bairro tomado por usuários de drogas e desvalorizado por prédios mal cuidados e de baixo padrão. Era apenas um endereço barato. Hoje, ao contrário, é quase um ponto turístico, repleto de restaurantes e condomínios elegantes. “Mesmo quando ela não estava gravando o programa víamos pessoas circulando de táxi, tirando fotos da fachada”, disse o dono de um dos restaurantes que fica numa das ruas próximas, em entrevista às agências de notícias que agora buscam informações no local. Prova de que o “fator Oprah” nunca foi uma questão meramente virtual. Livros, artistas, ideias e até turistas eram orientados por sua presença. Difícil imaginar que exista espaço para outra comunicadora como esta surgir - principalmente em meio ao turbilhão da internet, que esfacela os veículos de informações, e de uma safra de artistas cada vez mais pasteurizados. Você não acha? Luciana Borges para o "Colherada Cultural"
http://www.colheradacultural.com.br/content/20091123013238.000.12-N.php



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